quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rinite Alergica e suas consequencias


O que é rinite?
Rinite é uma inflamação das mucosas do nariz. As rinites têm várias causas, desde resfriados, produtos químicos irritantes, medicamentos e alergia. Os sintomas são muito parecidos entre todos os tipos de rinites. A Rinite Alérgica é apenas um dos tipos. A rinite medicamentosa é muito freqüente, pois as pessoas usam medicamentos no nariz sem orientação médica, sem saber quais os riscos que estão correndo. Muitos medicamentos usados no nariz podem causar rinite, ao invés de curá-la. A rinite vasomotora e a rinite causada por irritantes são também muito comuns em cidades grandes, devido ao grande número de poluentes e aos agentes irritantes na atmosfera. A rinite alérgica é muito comum, principalmente onde o ambiente é poluído e a poeira doméstica é abundante, e em locais úmidos, com mofo. Seus sintomas são consequência da resposta do sistema imunológico do própio indivíduo quando o mesmo entra em contato com alguma substância provocadora (alérgeno).
É contagiosa?
A rinite alérgica não é contagiosa, não passa de pessoa para pessoa. Os pais podem transmitir para os filhos através dos genes, das suas características familiares; por isso filhos de pais alérgicos têm maior chance de manifestar a rinite alérgica durante a vida comparado com os que não têm antecedentes de alergia na família.
Tem cura?
A rinite alérgica tem tratamento, mas não tem cura. Quem tem rinite alérgica pode viver sem sintomas, como qualquer um, quando a rinite é tratada corretamente.
O que faz piorar?
Quanto mais se entrar em contato com as substâncias que causam alergia, piores são os sintomas. Os agentes irritantes da atmosfera poluída pioram muito os sintomas, assim como substâncias químicas, produtos de limpeza, poeira, pêlos de animais. Fumaça de cigarro, inseticida, tintas, combustíveis e até perfumes também podem piorar a rinite alérgica.
Como prevenir?
A melhor forma de tratar a rinite alérgica é a prevenção, com medidas para diminuir a presença de agentes que causam a alergia na sua casa e nos ambientes que você mais frequenta. É preciso evitar sempre as substâncias que desencadeiam a crise de rinite. O PAPEL MAIS IMPORTANTE NO TRATAMENTO DA RINITE ALÉRGICA É SEU e pequenas medidas trazem grandes resultados. Evite a poeira doméstica: retire tudo o que possa juntar poeira em sua casa; evite tapetes, carpetes, cortinas grossas (são locais para o alojamento de ácaros e poeira); os pisos devem ser lisos pois são muito mais fáceis de limpar e não abrigam ácaros; passe sempre um pano úmido sobre os móveis e no chão, se possível diariamente; deixe os ambientes sempre abertos para arejá-los e para que o sol entre neles o maior tempo possível. Evite agentes e substâncias irritantes.
O quarto: local muito importante É normalmente o ambiente mais contaminado por ácaros e nele você passa várias horas dormindo, portanto é o local mais importante e merece muita atenção e cuidados. O colchão deve ser forrado para impedir a passagem de poeira, assim como os travesseiros. Use edredons, desde que não sejam de penas, em lugar de cobertores de lã, e lave-os a cada 10 dias. Coloque as roupas no armário e as de lã, em sacos plásticos fechados. Bichos de pelúcia armazenam muita poeira; livre-se deles ou lave-os a cada 10 dias. Não permita nunca que animais de estimação entrem no quarto. Paredes úmidas e frias, com vazamentos devem ser identificadas e os vazamentos devem ser reparados para eliminar a umidade. Lugares com mofo e manchas devem ser limpos.
A poeira doméstica: Poeira no ambiente doméstico é a maior causa de sintomas como nariz entupido e escorrendo, coceira e espirros durante todo o ano. A poeira de casa também causa tosse e piora a asma. A poeira de casa é uma mistura de vários detritos. Entre eles há as bactérias, os fungos e os ácaros. O ácaro é o principal agente que causa rinite alérgica na poeira. Ele se alimenta de partículas de alimentos e pele humana. Os resíduos que ele produz também causam alergia nas pessoas. O ácaro gosta de ambientes quentes e úmidos, sem luz. Ele não sobrevive em lugares secos e ensolarados. Este inseto vive em lençóis, tapetes, carpetes, colchões, roupas, armários e bancos de automóveis, onde as condições são favoráveis.
E os animais ?
Os animais são parte da nossa ida cotidiana. Infelizmente, pessoas alérgicas devem se precaver quanto a trazer animais para dentro de casa. Os animais podem causar alergia através de sua saliva, urina ou pêlos. Além disso os pêlos e penas acumulam ácaros. Os melhores animais para alérgicos são peixes e tartarugas, que não têm pêlos ou penas.
Evite também: ambientes com pessoas fumando ou lugares enfumaçados. Se possível, ninguém na casa deve fumar. Evite contato com substâncias que tenham cheiro forte (tintas, querosene etc.). Produtos de limpeza: use aqueles que não fazem mal, que tenham odor mais ameno. Use perfumes que não causam alergia ou não use perfume. Evite substâncias em sprays. Use máscara para fazer faxina ou deixe alguém que não tenha alergia fazê-la por você. Não use produtos químicos ou combustíveis.
Tratamento médico:

Quando os sintomas permanecem mesmo com os cuidados acima pode ser necessário o uso de alguma medicacão. O médico otorrinolaringologista e/ou o imunologista ( alergologista) devem ser consultados para a correta avaliação e acompanhamento. Conseqüências: A obstrução nasal da rinite pode causar várias consequencias além do incômodo com seus sintomas: problemas de sono e roncos, desalinhamento dos dentes devido `a respiração bucal, voz anasalada e sinusites de repetição. 




URTICARIA E SUAS CAUSAS


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O que é urticária?
Urticária são lesões vermelhas e inchadas, como vergões, que aparecem na pele rapidamente e coçam muito. O nome da lesão é urtica. Elas podem ser pequenas, isoladas ou se juntar e formar grandes placas vermelhas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhado de coceira. Pode aparecer em qualquer área do corpo. Normalmente as lesões mudam de lugar e algumas vão sumindo e outras aparecendo. Cada lesão que aparece dura menos de 24 horas e some completamente, sem deixar marcas. Pode ocorrer várias vezes ao dia ou aparecer sempre no mesmo horário, por exemplo, ao acordar, durante a tarde ou à noite. A coceira costuma ser muito intensa e atrapalha a vida, o trabalho e o sono.
Pode ocorrer inchaço (edema) nos lábios, pálpebras, língua, garganta, genitais, mãos e pés. Esse inchaço é chamado de angioedema, que, assim como a urticária, regride e some sem deixar marcas. O angioedema pode ser acompanhado, ou não, de falta de ar, dor abdominal ou dor para engolir. Essa forma mais grave pode levar ao risco de vida.
A urticária que melhora até 6 semanas é chamada de urticária aguda. Quando dura mais que 6 semanas é chamada de urticária crônica. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adolescentes e adultos jovens.
O que causa?
Algumas causas comuns que desencadeiam a urticária são medicamentos (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, vitaminas etc.), alimentos (corantes, conservantes e aditivos), infecções (bactérias, vírus e parasitas), estímulos físicos (calor, sol, frio, fricção e vibração), picada de insetos, doenças endócrinas (tireoidites) ou reumatológicas (lúpus eritematoso), doenças malignas (linfomas e tumores) e, em muitas vezes, a causa não é determinada.
Quando é desencadeada a urticária, ocorre uma reação na qual substâncias são liberadas e irão causar o edema e a coceira na pele. A principal delas é a histamina.
Sintomas e sinais:
O sintoma mais comum é a coceira (também chamado de prurido), mas as lesões podem tem a sensação de ardor ou queimação.
As lesões (urticas) vermelhas e inchadas podem ter desde milímetros a centímetros de tamanho, estar isoladas ou se juntar formando placas extensas. Localizam-se em algumas regiões do corpo ou podem atingir quase toda a pele (chamada de urticária gigante). A forma das lesões é variada, pode ter contornos em arcos, em círculos, vergões, formando desenhos irregulares e estranhos. A duração das urticas é breve, algumas vão sumindo após algumas horas, enquanto outras vão surgindo. Cada lesão permanece no máximo 24 horas desde seu aparecimento. Quando regridem, não deixam marcas e desaparece também a coceira. Os sinais e sintomas da urticária podem reaparecer a qualquer momento, durante horas, dias ou meses.
No angioedema ocorre inchaço rápido, intenso e localizado, que atinge normalmente pálpebras, lábios, língua e garganta, algumas vezes dificultando a respiração, constituindo risco de morte



. As lesões de angioedema podem durar mais de 24 horas.
Existe uma complicação chamada anafilaxia em que a reação alérgica envolve todo o corpo, determinando náuseas, vômitos, queda da pressão arterial, edema de glote (garganta) com dificuldade para respirar. É grave e necessário o atendimento de emergência.
Diagnóstico:
O diagnóstico da urticária e do angioedema são feitos principalmente pela história detalhada da doença e pelos sinais e sintomas que o paciente apresenta.
Alguns exames laboratoriais, como de sangue, fezes e urina, são solicitados para tentar identificar a causa da urticária ou encontrar doenças associadas, mas muitas vezes a causa específica não é encontrada.
A biópsia da pele pode ser realizada em casos de difícil controle ou para diferenciar de outras doenças da pele.
Tratamento:
O principal tratamento da urticária é descobrir e afastar a causa quando possível. Evitar calor, bebidas alcoólicas e estresse que são fatores que pioram a irritação.
A dieta alimentar sem corantes, conservantes, embutidos (frios, salsicha etc.), enlatados, peixe e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais, costuma ajudar a melhorar mais rápido, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento.
Medicações do tipo antialérgicos são indicados como primeira opção para o tratamento da urticária. Outras medicações como corticoesteroides e imunossupressores também podem ser utilizados, de acordo com a avaliação médica.
Casos graves de angioedema ou anafilaxia devem ser levados ao serviço de emergência.
O tratamento deve sempre ser indicado pelo médico dermatologista após estudo detalhado de cada caso. A automedicação pode prejudicar muito o tratamento e o controle da urticária.
Orientações finais:
Mesmo sem se descobrir a causa, a urticária é controlada em mais da metade dos casos entre seis meses até um ano. Em cinco anos, cerca de 90% dos pacientes estão sem a doença.
A melhor forma de evitar a urticária é afastar-se das causas conhecidas de alergia.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Intolerância à Lactose na prática diária

INTOLERANCIA À LACTOSE 

        A intolerância à lactose resulta da redução da capacidade de hidrolisar a lactose proveniente da dieta em virtude do estado de hipolactasia,que nada mais é que a redução da atividade enzimática da lactase na borda em escova da mucosa do intestino delgado. 
    A atividade enzimática da lactase é mais alta nos primeiros anos de vida e decresce progressivamente ao longo da vida adulta de forma geneticamente programada e previsível.A idade a partir da qual esse decréscimo acontece, bem como a frequência com que se observa a hipolactasia verdadeira,varia muito conforme a etnia dos pacientes.Populações asiática,de nativos norte-americanos e negros apresentam frequência de hipolactasia significativamente maior do que entre a população branca da Europa e dos Estados Unidos.



As Prevalências estimadas para a hipolactasia são de cerca de 5% no nordeste da Europa,próximo ao Mar do Norte ,com menores índices na Dinamarca(4%), na Grã-Bretanha(5%) e na Suécia( de 1% a 7%),aumentando progressivamente na direção do centro-sul da Europa,até chegar próximo aos 100% na Ásia e no Oriente Médio.
Uma forma rara intolerância à lactose é a congênita,que possui herança autossômica recessiva e provoca diarreia aquosa entre recém-nascidos,podendo levar à desidratação rápida e ,por fim,ao óbito,caso não seja reconhecida e tratada precocemente.
Deve-se a mutações do gene LCT,que codifica a enzima lactase.A dieta restrita em lactose controla os sintomas e permite o desenvolvimento normal desses pacientes .
Na intolerância congênita à lactose,diferentemente da hipolactasia primária do adulto,a lactase encontra-se ausente ou disfuncional,ao passo que no segundo caso ela encontra-se presente,funcional,mas com redução progressiva de sua atividade ao longo do tempo.
    A hipolactasia,todavia,também pode ser adquirida ou secundária.Quaisquer doenças que provoquem lesão à mucosa do intestino delgado ou que aumentem o tempo de trânsito intestinal podem promover hipolactasia transitória e reversível.
Exemplos dessas incluem gastroenterocolites infecciosas,doença celíaca,doença de Crohn ,enterites induzidas por drogas ou radiação e outras.
          No homem,as principais fontes de lactose são o leite e seus derivados.Os Níveis de lactase são baixos no início da gestação e aumentam progressivamente no final do terceiro trimestre,começando a cair a partir dos cinco anos de idade.
Prematuros podem apresentar atividade reduzida da enzima nas primeiras semanas de vida.A lactase dem apresentar hidrolisa a lactose em glicose e galactose,que são absorvidas pela mucosa intestinal,sendo a galactose posteriormente metabolizada em glicose no fígado.
A concentração dessa enzima é maior nas porções proximais do intestino delgado,mas também está presente nos cólons,onde a lactose pode ser convertida em ácidos graxos de cadeia curta,gás carbônico e gás hidrogênio pela microbiota colônica.
Esses ácidos graxos podem ser absorvidos.
Em pacientes com hipolactasia, devido à redução da atividade enzimática ao longo de todo o trato digestivo, a carga da lactose que atinge o colon é significativamente maior.
A fermentação da lactose pela microbiota colônica leva ao aumento do transito intestinal e da pressão intracolonica, podendo ocasionar dor abdominal e sensação de distensão abdominal.
Adicionalmente, a acidificação do pH colonico e o aumento da carga osmótica no íleo e no colon resultante da lactose não absorvida levam a uma diarreia osmotica.
Os sintomas da intolerancia a lactose incluem desconforto abdominal, sensação de distensão abdominal, flatulencia, diarreia e , mais raramente, vômitos.
As fezes são tipicamente volumosas, espumosas e aquosas.
Embora significativo, este quadro raramente resulta em perda ponderal ou alteração do estado geral.
Acredita-se tambem que a intolerancia a lactose possa ser responsavel por diversos sintomas sistemicos como cefaleia, vertigens, redução da capacidade da concentração, dores musculares e articulares, astenia, úlceras orais e outros.
O principal diagnostico diferencial quando sintomas sistemicos coexistem é a alergia a proteina do leite de vaca.
Existe um grande variabilidade de sintomas entre os pacientes com intolerancia a lactose, conforme a osmolalidade e o conteudo de gordura do alimento que contem lactose, o tempo de esvaziamento gastrico, a sensibilidade a distensão abdominal produzida pela carga osmotica da lactose nao hidrolisada no intestino delgado superior, o transito intestinal e a resposta do cólon à carga de carboidrato.
Pergunta-se com frequencia qual a carga de lactose considerada tolerável em individuos com intolerancia conhecida. Um grande numero de ensaios controlados apreciou essa questão, porem com resultados variaveis e questionáveis devido às suas diversidades metodologicas e casuisticas. De maneira geral aceita-se que  mesmo individuos intolerantes podem ingerir até 20 g de lactose ao dia, particularmente se consumida com outros alimentos, sem desencadear sintomas.
O tratamento da intolerancia a lactose envolve a restrição dietetica de leite e derivados , sabendo-se que concentrações menores são observadas nos queijos em relação aos leites e sorvetes.
A exclusão total , quando necessaria, pode impactar o estado nutricional , sendo prudente nessa situação, a tentativa de reintrodução gradual ate a maxima dose tolerada.
Caso essas medidas não resultem em controle dos sintomas, a reposição da lactase exógena é uma alternativa. O uso de probióticos parece ser benefico , mas ainda carece de informações de maior qualidade para a generalização do seu uso. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

RINOSSINUSITE OU SINUSITE ? EIS A QUESTÃO !

A rinossinusite (RS) é caracterizada pela inflamação da mucosa do nariz e seios paranasais, constituindo-se em uma das afecções mais prevalentes das vias aéreas superiores, com um custo financeiro elevado para a sociedade. Por sua alta prevalência, a RS é reconhecida e tratada por um número grande de profissionais médicos, além dos otorrinolaringologistas, desde generalistas que trabalham na atenção primária, bem como pediatras, pneumologistas e alergologistas.











No Brasil, desde 1999, com a publicação do I Consenso Brasileiro Sobre Rinossinusites, tem-se dado preferência ao termo RS em detrimento de sinusite, até então mais comumente utilizado. Essa nomenclatura segue a tendência mundial, pois dificilmente existe a inflamação dos seios paranasais sem o acometimento da mucosa nasal.
A RS é conseqüência de processos infecciosos virais, bacterianos, fúngicos e pode estar associada à alergia, polipose nasossinusal e disfunção vasomotora da mucosa. Entretanto, quando se usa o termo RS de forma isolada, costuma-se referir aos quadros infecciosos bacterianos. As demais doenças acompanham o termo principal. Daí utilizar-se a nomenclatura RS viral, RS fúngica, RS alérgica.
A RS viral é a mais prevalente. Estima-se que o adulto tenha em média 2 a 5 resfriados por ano e a criança, 6 a 10. Entretanto, essa incidência é difícil de se estabelecer corretamente, pois a maioria dos pacientes com gripes e resfriados não procura assistência médica. Desses episódios virais, cerca de 0,5% a 10% evoluem para infecções bacterianas, o que denota a alta prevalência dessa afecção na população geral. Em relação à rinossinusite crônica (RSC), estima-se que 14% da população dos Estados Unidos seja portadora desta doença. No Canadá a prevalência é de 3,4% em homens e 5,7% em mulheres; um estudo coreano identificou uma prevalência de 1,01%. Essas discrepâncias estão relacionadas aos diferentes métodos para o estudo epidemiológico. O estudo americano foi realizado através de entrevistas com questionários padronizados; o canadense, inserindo os indivíduos com diagnóstico firmado de RSC por médicos; o estudo da Coréia, incluindo os pacientes submetidos à nasoendoscopia e que apresentavam secreção mucopurulenta em meato médio. O Brasil carece de estatísticas de prevalência e incidência relacionadas às RSs. Muita controvérsia ainda existe sobre o tema RS, principalmente no que diz respeito aos quadros crônicos. A rinossinusite aguda (RSA) é infecciosa por natureza, enquanto a RSC é considerada multifatorial. Existem evidências crescentes de que a RSC representa uma resposta imunológica e inflamatória do hospedeiro em adição a uma infecção inicial. A obstrução dos óstios de drenagem dos seios paranasais parece ter menos importância em sua fisiopatologia que nos quadros agudos.
Outra grande dúvida permanece quanto à patogênese da RSC associada à polipose nasal (PN). Por que alguns pacientes com RS desenvolvem pólipos e outros não? Serão doenças diferentes? A RSC é uma doença cujo tratamento melhor seria clínico ou cirúrgico? A RS, por ser multifatorial, é uma doença ou deveria mais apropriadamente ser chamada de síndrome?

O melhor a fazer , sempre, será ir ao médico especialista, e solicitar a investigação correta para se instituir o melhor tratamento para cada caso. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Reações Adversas a Tartrazina







O corante Tartrazina  é um pó sintético soluvel, de cor laranja amarelado brilhante, amplamente utilizado pela industria farmaceutica e alimenticia. 
Constitui um aditivo alimentar, ingrediente adicionado INTENCIONALMENTE ao alimento com o objetivo de conferir , intensificar ou restaurar sua cor. 
Seu uso é regulamentado pela Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria, sendo restrito a determinados alimentos e na menor concentração para alcançar o efeito desejado. 
É codificada como INS 102 no Brasil, FD&C YELLOW NUMBER 5 nos Estados Unidos e E102 na União Européia. 
A avaliação Toxicologica da tartrazina feita pelo Joint FAO/WHO Expert Commitee on Food Additives em 1964, determinou sua ingestão diaria aceitável como 7,5 mg/KG de peso corporal . 
A maior parte da Tartrazina  ingerida é prontamente metabolizada no cólon pela flora intestinal, sendo reduzida a ácido sulfanílico e aminopirazolona. 
Acredita-se que menos de 2% da tartrazina ingerida seja absorvida. 
Nas Decadas de 60 a 80 , varios estudos foram publicados sobre reaçoes adversas apos ingestão de tartrazina, particularmente asma e urticaria, em pacientes sensiveis ao AAS - Acido acetilsalicilico.
Ocorre, porem que varias falhas metodologicas dificultam a interpretação dos resultados destes trabalhos clinicos. 
Dessa forma , o verdadeiro papel causa-efeito da tartrazina nestas reaçoes adversas nao foi bem estabelecido. 
O mecanismo patogenetico da tartrazina nas reaçoes adversas nao esta esclarecido.
Nem a tartrazina , nem o ácido sulfanilico tem efeito inibitorio na atividade da cicloxigenase, ao contrario das drogas antiinflamatorioas nao hormonais ( AINH). 
Não se comprovou nenhum mecanismo imunologico mediado por IGE nas reaçoes a Tartrazina. 
Os resultados negativos encontrados nos ensaios clinicos, estao de acordo com as tendencias dos estudos internacionais nas ultimas decadas, nos quais a tartrazina deixa de ter a importancia que ate entao lhe era atribuida nas manifestaçoes clinicas dos pacientes portadores de doenças alergicas, passando a ser considerada causa INCOMUM e RARA de reaçoes adversas, mesmo naqueles sensiveis ao Acido Acetil Salicilico.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

POR QUE DEVEMOS TOMAR A VACINA PNEUMOCÓCCICA CONJUGADA ?

1 - O QUE É A VACINA PNEUMOCÓCCICA CONJUGADA?

Ela serve para a prevenção das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Ela é obrigatória em todo território brasileiro. A vacina contém 10 sorotipos da bactéria, o mais comuns. A vacina usada pelo Ministério da Saúde é a 10-valente, com 10 sorotipos da bactéria (1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F, 23F). Porém, existem variações em que mudam as quantidades de sorotipos como a 7-valente e a 13-valente. 

2 -  QUAIS DOENÇAS A VACINA PNEUMOCÓCCICA CONJUGADA PREVINE?

A MENINGITE consiste na inflamação das meninges, membranas que envolvem nosso cérebro. O tipo causado por essa bactéria normalmente leva à morte 30% das crianças que adquirem a doença. As crianças de 6 meses a um ano são as mais vulneráveis porque geralmente ainda não desenvolveram anticorpos para combatê-la. 

A PNEUMONIA é uma infecção que se instala nos pulmões. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares, onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, o espaço entre um alvéolo e outro. É uma das infecções pulmonares mais comuns em bebês e pode até levar à internação.

A otite média aguda é uma INFECÇÃO NO OUVIDO na parte interna dessa estrutura, que causa entre os sintomas muita dor. Elas são mais comuns em crianças e bebês, pois uma estrutura chamada trompa de Eustáquio se congestiona mais facilmente neles. Ao menos 30% das otites são causadas por essa bactéria. 

A SINUSITE é uma infecção nos seios nasais que, no caso aqui, ocorre por uma infecção bacteriana. Ela tem sintomas como tosse (principalmente durante a noite, fadiga e mal-estar generalizado, febre e dores de cabeça, dor como pressão, dor atrás dos olhos, dor de dente ou sensibilidade facial). Quando ela não é bem tratada, pode evoluir para uma meningite.
3 - ONDE ENCONTRAR ESSA VACINA ?

A vacina conjugada anti - pneumococcica 10 valente é disponivel na rede publica . Porém a vacina anti- pneumococcica 13 valente somente está disponivel na rede particular de imunização.

Recomendo todos os pacientes , mesmo os que ja tomaram o esquema do Posto de Saude com 3 doses de vacina anti-pneumococcica 10 valente, a tomar uma dose unica da Vacina Pneumococcica conjugada 13 valente a fim de ampliarmos a proteção contra os patogenos mais comuns e prevenir as formas graves das doenças envolvidas.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sindrome de Gianotti- Crosti

A síndrome de Gianotti-Crosti foi descrita pela primeira vez em 1955 por Gianotti como uma erupção papulosa, monomorfa, autolimitada, simetricamente distribuída na face, região glútea e nas extremidades, ocorrendo em crianças de dois a seis anos de idade. Em 1970, Gianotti e Crosti associaram-na à infecção pelo vírus da hepatite B. Posteriormente foram observadas erupções cutâneas idênticas a Sindrome de Gianotti-Crosti, mas sem evidência de infecção aguda pelo vírus da hepatite B. Durante a investigação etiológica dos casos verificamos que são decorrentes de diferentes agentes infecciosos, principalmente virais . 











Na literatura , há apenas duas referências ao HHV6 ( Hepes Virus 6 Humano )como causador da doença. O curso da Sindrome é benigno e autolimitado, desaparecendo as manifestações em prazo que varia de duas a oito semanas, sem recorrências. As lesões cutâneas são em geral assintomáticas, excepcionalmente pruriginosas. Por vezes há pródromos sugestivos de infecção respiratória alta. O estado geral mantém-se inalterado ou ocorrem sintomas tais como mal-estar, febre, náuseas, vômitos, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia e/ou quadro de hepatite anictérica aguda. Uma linfocitose, eventualmente com presença de linfócitos atípicos no sangue periférico, pode ainda ser observada.















O diagnóstico diferencial deve ser feito com prurigo agudo, escabiose e outras ectoparasitoses, granuloma anular, dermatite atópica, líquen plano, erupção liquenóide a droga, líquen estriado, líquen nítido, histiocitose de células de Langerhans, pitiríase liquenóide e varioliforme aguda (Pleva), pitiríase rósea, urticária papular, eritema multiforme e púrpura de Henoch-Schönlein, entre outros.

domingo, 19 de julho de 2015

URTICARIAS- UM DESAFIO MEDICO .

Urticária são lesões vermelhas e inchadas, como vergões, que aparecem na pele rapidamente e coçam muito. O nome da lesão é urtica. Elas podem ser pequenas, isoladas ou se juntar e formar grandes placas vermelhas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhado de coceira. Pode aparecer em qualquer área do corpo. Normalmente as lesões mudam de lugar e algumas vão sumindo e outras aparecendo. Cada lesão que aparece dura menos de 24 horas e some completamente, sem deixar marcas. Pode ocorrer várias vezes ao dia ou aparecer sempre no mesmo horário, por exemplo, ao acordar, durante a tarde ou à noite. A coceira costuma ser muito intensa e atrapalha a vida, o trabalho e o sono.

Pode ocorrer inchaço (edema) nos lábios, pálpebras, língua, garganta, genitais, mãos e pés. Esse inchaço é chamado de angioedema, que, assim como a urticária, regride e some sem deixar marcas. O angioedema pode ser acompanhado, ou não, de falta de ar, dor abdominal ou dor para engolir. Essa forma mais grave pode levar ao risco de vida.











A urticária que melhora até 6 semanas é chamada de urticária aguda. Quando dura mais que 6 semanas é chamada de urticária crônica. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adolescentes e adultos jovens.







Algumas causas comuns que desencadeiam a urticária são medicamentos (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, vitaminas etc.), alimentos (corantes, conservantes e aditivos), infecções (bactérias, vírus e parasitas), estímulos físicos (calor, sol, frio, fricção e vibração), picada de insetos, doenças endócrinas (tireoidites) ou reumatológicas (lúpus eritematoso), doenças malignas (linfomas e tumores) e, em muitas vezes, a causa não é determinada.
Quando é desencadeada a urticária, ocorre uma reação na qual substâncias são liberadas e irão causar o edema e a coceira na pele. A principal delas é a histamina.
O principal tratamento da urticária é descobrir e afastar a causa quando possível. Evitar calor, bebidas alcoólicas e estresse que são fatores que pioram a irritação.
A dieta alimentar sem corantes, conservantes, embutidos (frios, salsicha etc.), enlatados, peixe e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais, costuma ajudar a melhorar mais rápido, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento.
Medicações do tipo antialérgicos são indicados como primeira opção para o tratamento da urticária. Outras medicações como corticoesteroides e imunossupressores também podem ser utilizados, de acordo com a avaliação médica.
Casos graves de angioedema ou anafilaxia devem ser levados ao serviço de emergência.




ANGIOEDEMA HEREDITARIO- CONHECENDO UM POUCO SOBRE

O angioedema hereditário (AEH) é uma doença genética rara, autossômica dominante. Por ser uma característica dominante, os pais têm 50% de probabilidade de passar para seus filhos a mutação (alteração genética) no gene que causa o AEH
Os portadores de AEH apresentam episódios recorrentes e espontâneos de inchaços, conhecidos pelo termo angioedema (angio=vaso sanguíneo e edema= inchaço) que ocorrem nos tecidos cutâneos das extremidades, face, genitais, bem como as membranas mucosas do trato intestinal, laringe e outros órgãos internos. O inchaço da face, genitais e extremidades é geralmente doloroso, desfigurante e debilitante. Já as crises abdominais se apresentam com dor intensa, naúsea, vômito e diarreia, muitas vezes envolvendo ascite (acúmulo de líquido no interior do abdômen) e hipovolemia (perda excessiva de fluidos do plasma). As crises laríngeas podem levar à obstrução das vias áreas e podem ser potencialmente fatais, levando à morte por asfixia.
A estimativa de predominância do AEH é de 1 em 10 mil a 1 em 50 mil indivíduos mundialmente, sem diferenças relatadas entre gêneros ou grupos étnicos. Visto que o AEH é uma doença rara (responde por aproximadamente 2% dos casos clínicos de angioedema) e possui apresentação clínica pouco específica, é geralmente subdiagnosticado. Um terço dos pacientes com AEH não diagnosticados, que sofrem de crises abdominais, são submetidos a procedimentos cirurgicos desnecessarios porque seus sintomas podem simular condições emergenciais, que exigem intervenção cirúrgica.
O AEH é causado pela deficiência ou função inadequada do inibidor de C1 esterase (C1 INH), uma glicoproteína que controla a ativação intravascular do sistema do complemento, o principal mediador humoral do processo inflamatório junto aos anticorpos. O AEH é a deficiência genética mais comum deste parte do sistema imunológico.

 Não há cura para o AEH atualmente. Ao contrário do angioedema alérgico, as crises do AEH não respondem ao tratamento com medicamentos anti-histamínicos, corticosteroides ou epinefrina.
As atuais opções de tratamento para AEH visam propiciar rápido alívio durante as crises ou a prevenção dos sintomas em pacientes que têm alta frequência de crises (mais de uma por mês) ou que serão submetidos a procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que podem desencadear uma crise.
As terapias são divididas em 3 classes
1.    Tratamento de crises agudas
2.    Profilaxia a longo prazo
3.    Profilaxia a curto prazo

O angioedema hereditário foi descrito pela primeira vez pelo médico alemão, Dr. Heinrich Quincke. A descrição foi feita em 1882 através de uma imagem. Assim, a doença foi nomeada como edema de Quincke. Em 1888, o médico canadense, William Osler observou que alguns casos apresentavam uma base hereditária e eram desencadeados por stress emocional. Com isso, ele inventou a termologia edema angioneurótico.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Congresso EUROPEU de ALERGIA E IMUNOLOGIA 2015







O Centro Avançado de Diagnósticos em Alergia e Imunologia Clinica - Adultos e Crianças, e seu Diretor Técnico - Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel - CRM 98674 , da Empresa Biel & Biel Serviços Médicos LTDA, comunica aos pacientes e colaboradores sua participação no mês de Junho de 2015 na cidade de Barcelona - Espanha , do Congresso Europeu da Especialidade de Alergia e Imunologia. 
Como Membro da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia - EAACI , desde o ano de 2013, Dr. Biel , participará do Congresso mais influente no campo cientifico e moderno da sua especialidade.
Atento as novidades e o que tem de mais moderno no diagnostico e tratamento das doenças alérgicas , trará para o Brasil nesse ano , duas novidades diagnosticas para as Alergias Respiratórias e Dermatológicas. 


Os pacientes terão disponíveis no Centro Avançado de Diagnósticos em Alergia e Imunologia , nas cidades de DRACENA-SP, ANDRADINA-SP e ARAÇATUBA-SP , o que os pacientes europeus tem disponíveis em tempo real no velho continente.
Inovar e andar a frente do tempo é o lema que o Dr. Biel sempre preconiza para o atendimento das crianças e adultos com alergias e distúrbios no sistema imunológico.
" Gostaria de trazer aos meus pacientes no Brasil , todos os medicamentos que a população europeia , tem disponível para o tratamento de suas enfermidades alérgicas e imunológicas, mas infelizmente não temos todos os medicamentos liberados aqui, portanto vou ate o que tem de mais moderno na Europa e trago na bagagem a cultura dos médicos europeus e a valorosa experiencia desses colegas para auxiliar-me no tratamento de doenças cada vez mais complexas " diz Dr. Biel.
" É um sonho da infância , poder participar como medico e sentar na plateia junto de grandes especialistas do mundo todo , e poder compartilhar e ate mesmo discutir casos de pacientes do oeste paulista com os mais renomados médicos " confessa Dr. Biel.
Enfim , nós da Clinica de Alergia e Imunologia Dr. Biel ficamos gratos pelo carinho e confiança dos pacientes e certos da compreensão de todos na ausência nesses aproximados 10 ( dez ) dias do Dr. Biel nas três unidades clinicas, mas confiantes que os valorosos benefícios que serão utilizados nos diagnósticos e tratamentos futuros de todos os nossos pacientes.
Alergia e Imunologia , sempre será nossa meta , na melhoria da qualidade de vida de todos vocês nossos pacientes, obrigado pela atenção de sempre.


Diretoria da Clinica de Alergia Dr. Biel 


quinta-feira, 16 de abril de 2015

SEMANA MUNDIAL DE PREVENÇAO AS ALERGIAS 

Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel - Alergista e Imunologista


A previsão da Organização Mundial da Alergia (WAO, do nome em inglês) é que o número de asmáticos chegue a 400 milhões em todo o mundo, em 2025. De acordo com a WAO, entre 30% e 40% da população mundial têm rinite alérgica, que é uma das manifestações mais frequentes da alergia. Cerca de 80% dos pacientes com asma têm rinite alérgica, “porque a mucosa é uma só”. A incidência está aumentando em função do crescimento da poluição.
No Brasil, a Asbai ( Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia )  Nacional estima que 30% da população sofram com rinite alérgica. A doença, que atinge 67% de pessoas na América Latina, tornou-se uma preocupação global e um problema de saúde pública. Segundo a WAO, o custo mundial da rinite alérgica é US$ 20 bilhões.
Embora a rinite não cause risco para a vida do paciente, ela diminui muito a qualidade de vida, fazendo com que as pessoas passem a dormir mal, faltem ao trabalho, tenham obstrução nasal com espirro e coriza, podendo levar à sinusite e a complicações. A asma pode ser grave, levando a crises sérias que têm de ser tratadas. “O que temos que evitar é que a pessoa entre em crise e que a doença seja controlada. Que a pessoa tenha uma qualidade de vida boa”. Para isso, existem medicamentos e tratamentos específicos.
A rinite alérgica é uma condição herdada dos pais, por meio da produção do anticorpo IgE. “Não é todo mundo que tem alergia. É preciso ter a predisposição genética”. Há, entretanto, tratamento por meio de medicação e com imunoterapia, com uso de vacinas, para diminuir a quantidade de IgE, com o objetivo de alterar a produção desse anticorpo no sistema imunológico. 
O principal fator desencadeante das alergias no Brasil é a poeira, que contém ácaros,  seguida dos fungos e da poluição atmosférica. “A pessoa tem que ter uma casa limpa, tem que arejar o ambiente na época do outono e inverno, as roupas usadas no ano anterior têm que ser lavadas antes de serem reutilizadas, e deve tomar os cuidados necessários para evitar exposição à poeira”.  Já existem medicamentos que são distribuídos gratuitamente para a população pelo governo federal, nas farmácias populares, como corticoides inalados e broncodilatadores inalados, com o objetivo de evitar a crise e tratar a doença. De acordo com a Asbai, o número de mortes evitáveis por asma no Brasil é estimado em 2,5 mil pessoas por ano.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Avanços no tratamento da Urticária

Dr. Antonio Carlos de Oliveira Biel
CRM - 98674

CENTRO AVANÇADO DE DIAGNOSTICOS EM ALERGIA E IMUNOLOGIA

ALERGOLOGISTA E IMUNOLOGISTA – CRM 98674

TITULO DE ESPECIALISTA EM ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA CLINICA E MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA – ASBAI
MEMBRO DA ACADEMIA EUROPEIA DE ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA – EAACI
RESIDENCIA MEDICA PELA UNESP DE BOTUCATU
GRADUAÇAO EM MEDICINA PELA FAMEMA – FACULDADE DE MEDICINA DE MARILIA –SP

IV Consenso Internacional para a Definição, Classificação, Diagnostico e Tratamento da Urticária
Berlim ,Alemanha


Em 2012, em Berlim aproximadamente 200 especialistas de 39 países reuniram-se e elaboraram, após analises criteriosas de literatura relacionada a Urticaria , recomendações para manejo da urticária. 
De todas as recomendações , só foram aprovadas aquelas que receberam ao minimo 75 % dos votos dos especialistas.






Por definição , pelo novo consenso, urticaria foi definida como uma doença caracterizada por vergões/urticas, angioedema ou ambos.
Classificada em Aguda ( duração menor que 6 semanas) ou Crônica ( duração superior a 6 semanas ). 
Subdividimos as Cronicas em Espontaneas ( com causa conhecida ou não ) e Induzidas ( fisicas , colinérgicas , de contato e aquagênicas ) . 
A historia clinica é o principal metodo diagnostico . O consenso recomenda que não se realize nenhuma rotina para investigar a urticaria aguda . 
Na urticaria cronica , só se deve investigar se houver bases sugestivas na historia que apontem para uma causa especifica. 
Nas urticaria induzidas devemos realizar testes especificos e padronizados para cada um dos tipos de urticaria fisica ou colinergica. 
A qualidade de vida é considerada um aspecto fundamental para o paciente com urticária. Recomenda-se o uso de questionários de qualidade de vida em urticaria cronica e Angioedema . 
O tratamento da urticaria visa o controle completo dos sintomas. Exclusão Dietetica são recomendadas apenas durante a investigação de pacientes com urticaria cronica espontanea que apresentem sintomas diarios ou quase diarios. Pacientes que tenham Immunocap ou Prick test positivos para alergenos alimentares devem eliminar esses alimentos da dieta se a sensibilização for relevante . 
O uso de Anti-Histaminicos de segunda Geração é recomendado como primeira linha no tratamento da urticária. Devem ser utilizados sempre na menor dose necessaria e nao apenas quando necessario. 
Podemos as vezes necessitar de doses 4x superiores a dose padrão, dos antihistaminicos de segunda geração, isso é preferivel a combinarmos diversos anti histaminicos diferentes ao mesmo tempo. 
Recomenda-se não usar antihistaminicos de primeira geração, exceto nos locais onde não haja disponibilidade dos de segunda geração. 
Os antileucotrienos são recomendados como segunda linha no tratamento das urticarias, sempre em adição aos anti histaminicos.
O omalizumabe e a ciclosporina, são considerados terceira linha do tratamento, tendo o omalizumabe demonstrado bastante eficacia nos pacientes com urticaria cronica refrataria a anti-histaminicos.
Os corticoides por periodos curtos são recomendados apenas como opção para exacerbações agudas.
Devemos sempre evitar o uso dos corticosteroides , mesmo que em doses baixas, no tratamento da urticarias. 

Em crianças e gestantes, o consenso recomenda o mesmo algoritmo para o tratamento da urticaria cronica utilizado em adultos, com cuidado com as doses para cada faixa etaria e dando preferencia para farmacos comprovados serem mais seguros para a gestação ( categoria B ) 
Há muito ainda a estudar sobre urticarias, epidemiologia , identificarmos fatores ativadores de mastocitos e basófilos, novos marcadores biologicos e histologicos e o impacto de disturbios psiquiatricos e psicossomaticos nas urticarias.